domingo, 3 de julho de 2011

ELE, CARMEM, WILLIAM E HORÁCIO



Carmem, William, Horácio. Estes três na minha cama fazem um belo domingo! Acordei tarde e quando dei por mim já estava na envolvida com essas figuras enquanto o sol escapava pela cortina entreaberta e teimosamente esquentava meu pé.
Sem dúvida esse é um ótimo jeito de começar o “dia de descanso”: ouvíamos Carmem, ópera de Bizet, meu marido lia Romeu e Julieta, de William Shakespeare, e eu era apresentada ao maravilhoso Horácio Quiroga.
Sem a rotina do “dia de semana”, temos domingos assim: por vezes de literatura, como hoje, outros de gastronomia, quando ficamos o dia todo as voltas com panelas ou passeios e amigos, e ainda os de futebol, quando o dia se passa entre mesas redondas e partidas. Apesar do começo literário, o futebol virá já que hoje é a seleção que joga.
O bom disso tudo, na verdade é a forma que esses domingos se dão, principalmente pelo sentimento que envolve meu marido e eu. Com o silêncio companheiro da leitura que cada um faz, a conversa com outros - que torna olhares nosso melhor meio de comunicação ou simplesmente uma forma de certificar-se de que o outro está bem. No caso do domingo ser de esportes há as concordâncias e discordâncias, o pênalti que houve ou não, o craque que já foi ou será. Enfim, são domingos prazerosos.
Melhor que isso só quando temos clareza sobre aqueles que nos cercam – mesmo a distância, sobre como os amamos e como a vida se dá. Como ela é difícil e espinhosa, mas bela e gratificante.
Sentir tudo isso com esses quatro na cama: o amor de minha vida, Carmem, William e Horácio, lembrar de tudo o que tenho e o que ainda vou construir me fazem suspirar feliz!
Bom domingo.
Joviais e balzaquianas saudações.

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